quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A passagem da Igreja de Cristo do Séc XX para o Séc XXI

A passagem da Igreja de Cristo do Séc XX para o Séc XXI  

No inicio do séc. XX, entre  1906  e  1908,  surgem  as  primeiras  denominações  pentecostais,  que apesar de não terem a pretensão de fazerem uma ruptura nas formas tradicionais e nos grupos protestantes, se reúnem em pequenos grupos e ocorre um grande mover do Espírito Santo e começa um avivamento com aceitação parcial desta manifestação nas denominações mais tradicionais.

Em  1948  nos  EUA  o  movimento  Chuva  Serôdia  vem  destacar  a  imposição  de mãos para  o  Batismo  no  Espírito  Santo,  os  cinco  ministérios  (Ef.  4:11,12);  movimento  da  Cura  Divina  (T.  L.  Osborne    década  de  50)  vem  destacar  promessa  de  Is.  53:5;  o Movimento  Carismático  principia  na  década  de  60 entre  as  denominações  tradicionais  (batistas,  presbiterianos  e  metodistas)  chega até os católicos romanos na década de 70.Mesmo  com  os  movimentos  de  restauração da  igreja  e com o avivamento pelo Espírito Santo, muitos cristãos se mantém preso à ideia anterior da igreja nos prédios, sem entender inicialmente que o crescimento se consolida de casa em casa . 

Somente na década de 90 começamos a compreender esse fundamento , foi quando surge  na  Coréia  o  movimento  de  células,  na  igreja  do  Evangelho Pleno,  através  do  pastor  David  (Paul)  Young  Cho.  Uma  igreja  cuja  marca  é  oração intensa, a busca de Deus, e o cuidado das pessoas em pequenos grupos. 

O movimento de células começa a se espalhar pelo globo, com variantes na forma de se aplicar e organizar. A igreja volta a experimentar um crescimento explosivo através dos pequenos grupos. 

Hoje  as  igrejas  em  células  são  reconhecidamente  as  maiores  em  número, em  influência  na  sociedade,  em  vida  de  oração  e  santidade,  no  discipulado  e em formação de líderes e implantação de novas igrejas. 

Quando surgiu  o movimento de  igreja  em  células  no Brasil,  muitas  igrejas começaram a adotar o modelo como uma técnica de crescimento rápido. Igrejas  foram   colocadas  em  células   da  noite  para  o  dia,  apenas  com  alguns seminários e palestras sobre células. 

Muitas  igrejas  mudaram  de estrutura  muito  rapidamente, gerando  muitos problemas:  lideres  de  células  que  não  sabiam  cuidar  de  outros,  pessoas  se vendo  obrigadas  a  ir  em  grupos  com  outros  que  não  conheciam;  pessoas  que abriram  seus  corações  esperando  ajuda  e  receberam  criticas,  foram  alvos  de fofocas etc.  O  resultado  é  que  muitas  pessoas  começaram  a  ver   células   como  algo negativo, algo que estava destruindo a igreja e não edificando. 

Na Comunidade  da  Graça  os grupos se chamavam  GRUPOS  FAMILIARES e ao  adotar  mais  intensivamente  o  modelo  em  células,  a  Comunidade  da Graça fez algumas mudanças no funcionamento dos antigos grupos familiares, a fim de se tornarem mais flexíveis, gerarem lideres, pastorear as pessoas e se multiplicar com qualidade. Um novo nome foi adotado para estes grupos que deixavam de ser os grandes  grupos  familiares  para  serem  os  pequenos  grupos,  as  células.  Entretanto,  devido  a  muitas  experiências  negativas  de  muitos  grupos  evangélicos com o nome  célula , e para não confundir o nosso tipo de grupo com o que se
convencionou  chamar  de  célula,  adotamos  o  termo  GCEM  como  uma alternativa ao  nome  célula.  A  sigla sinaliza  o  que deve acontecer  numa  célula da Comunidade da Graça – Comunhão, Edificação e Multiplicação.

Atualmente  o  termo  célula  tem  uma  conotação  mais  positiva  do  que negativa  devido  ao  excelente  trabalho  de  muitas  igrejas  em  células,  e  hoje chamamos nossos grupos tanto de células como de GCEM. 


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